domingo, 25 de março de 2012

Compositores alagoanos homenageiam Zumbi e a Serra da Barriga

Os compositores alagoanos Petrucio Baêtto e Gustavo Gomes, homenageiam o príncipe negro Zumbi dos Palmares, quando  compõem uma música que segundo representantes da Fundação Palmares pode vir a ser hino da Serra da Barriga.

Veja um trecho da matéria postada no site da Fundação:

 
Depois de finalizada, Ponto do Colibri foi apresentada e transmitida uma única vez no dia 20 de novembro – Dia da Consciência Negra – por meio da Rádio Educativa do Instituto Zumbi dos Palmares de Maceió. Embora pouco conhecida, a canção que já conquistou corações negros alagoanos pode vir a se tornar o Hino da Serra da Barriga e do Parque Memorial Quilombo dos Palmares.

De acordo com Genisete de Lucena Sarmento, representante da Fundação Cultural Palmares em Alagoas, a proposta será feita aos músicos o mais breve possível. “É uma música única, diferente de todas que já vi. Representa bem a ‘terra de Zumbi’”, ressalta. “Para que a obra tome essa dimensão só dependerá do retorno deles”, afirma.

Confira a música:


Gostaríamos de agradecer a todas as pessoas físicas ou jurídicas que contribuem com o trabalho da Irmandade das Gerações Brasileiras direta e indiretamente, fazendo com que nossas idéias e projetos possam se realizar sempre de maneira responsável e organizada atendendo uma comunidade repleta de carências.

Uma maneira que vimos para agradecer aos estabelecimentos que nos ajudam, foi elaborando este cartaz que são colocados nos estabelecimentos, fazendo com que seus clientes saibam que responsabilidade social é algo que está sempre muito perto de todos e que para termos, basta um simples ato de boa vontade, sensibilidade e amor ao próximo.

domingo, 24 de julho de 2011

Os quatro cantos da arte


No próximo dia 30, a IGB irá realizar mais um de seus eventos envolvendo a de população carente das comunidades do conjunto Eustáquio Gomes e os demais conjuntos ao redor.
O evento denominado “Os quatro cantos da arte” ocorrerá na praça do conjunto Eustáquio Gomes e terá como objetivo reunir a população carente de todas as faixas etárias, com o intuito de democratizar a arte e a cultura alagoana, para que isto ocorra, serão exibidos filmes de curta metragens além de oficinas de artesanato, desenho, música e muitas outras manifestações artísticas.
A IGB agradece a todos que fazem parte da equipe de voluntariado e das parcerias como o apoio da Secretaria do Estado da Mulher e da comunidade em geral responsável pela realização de mais uma intervenção social da ONG.

domingo, 20 de março de 2011

Cultura Afro-Brasileira


Denomina-se cultura afro-brasileira o conjunto de manifestações culturais do Brasil que sofreram algum grau de influência da cultura africana desde os tempos do Brasil colônia até a atualidade. A cultura da África chegou ao Brasil, em sua maior parte, trazida pelos escravos negros na época do tráfico transatlântico de escravos. No Brasil a cultura africana sofreu também a influência das culturas européia (principalmente portuguesa) e indígena, de forma que características de origem africana na cultura brasileira encontram-se em geral mescladas a outras referências culturais.
Traços fortes da cultura africana podem ser encontrados hoje em variados aspectos da cultura brasileira, como a música popular, a religião, a culinária, o folclore e as festividades populares. Os estados do Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os mais influenciados pela cultura de origem africana, tanto pela quantidade de escravos recebidos durante a época do tráfico como pela migração interna dos escravos após o fim do ciclo da cana-de-açúcar na região Nordeste.
Ainda que tradicionalmente desvalorizados na época colonial e no século XIX, os aspectos da cultura brasileira de origem africana passaram por um processo de revalorização a partir do século XX que continua até os dias de hoje.
Fonte: wikipedia.org.br

Retrato de Alagoas

Alagoas hoje possui vários indicadores sociais que verificam uma grande situação de descaso social do povo da periferia onde esses indicadores mostram somente: Mortalidade infantil, prostituição juvenil e infantil, índices de mortalidade juvenil pôr causa violenta.
Em Alagoas foram registrados no ano 2009, a absurda marca de 2000 mil mortes por homicídios. A grande maioria desses jovens tinham entre 18 e 27 anos, baixa renda, negros e local de moradia no Tabuleiro, pesquisa da Universidade Federal de Alagoas(UFAL).
Por esse motivo precisamos cada vez mais nos unir e formatar projetos sociais com a finalidade de amenizar a existência de índices tão elevados, trabalhando principalmente com crianças dessas comunidades, através de atividades de educação e manifestações culturais, retirando esses menores das ruas por algumas horas, aumentando sua alto estima e condicionando os mesmos aos parâmetros de cidadania, na tentativa de afastá-los das drogas e violência.
Agradeço a Deus Todo Poderoso, A minha guerreira e mãe Maria Cicera Laurentino,
E a todas as crianças, que com seus sorrisos, alimentam e revigoram a batalha de todos os dias. Mesmo com todas as dificuldades; NÃO nos fazem desistir.

Daniel Laurentino - Presidente da IGB

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

História da capoeira

A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas. 

Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta. 
Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.

A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.

Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro. 


A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.